Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na sessão desta quarta-feira (17) que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão.
Sob meu efeito de cafeína(CAFEÍNA TE AMO), recebi a cruel notícia, pela qual fiquei mais megalomaniaca do que costume. Ok, já vivemos em um país onde o mercado de trabalho é um lixo total, agora, a única classe trabalhadora pela qual eu sentia atração se converteu em algo banal. Qualquer brasileiro pode ser jornalista, a hora que quiser, como se fosse um “bico”. E cada vez mais o Brasil vai incluindo amadorismo para dentro de si, esquecendo os profissionais de verdade.
De certa forma, para ser jornalista é preciso saber enxergar, às vezes, até o invisível. Saber transformar a informação na grande reportagem, chamar atenção do leitor, dar qualidade ao que se escreve. Porém, com este mesmo argumento, antigos jornalistas alegam que alguns dos maiores deles não possuem diploma. E que em muitos países, (de fato) mais desenvolvidos que o nosso, não é preciso diploma para exercer tal profissão. Foi aí então, que diagnostiquei o erro fatal: com essa nova lei a finalidade vai ser, mais uma vez, injusta para a maioria dos profissionais sérios, que buscam aperfeiçoar seus conhecimentos.
Finalidade: os donos das grandes empresas darão os grandes cargos para os seus parentes, amigos, vizinhos, cachorros, hamsters, papagaios, chimbinhas, xuxas e assim dando espaço ao nepotismo geral. abrasileirando: AS CRIAS VÃO TODAS PARAR DENTRO DO JORNAL, e já se pode imaginar o nível das reportagens que vão surgir…
Enfim, BRAZUCA é BRAZUCA, e inegavelmente, não se pode esperar muito de um país onde o que predomina é o futebol, afinal, nessa maloca tudo se resume em cerveja, carnaval, mulheres frutas com titis e bundas gigantes de fora… jogadores de futebol, idolatrados por chutar a bola, muitas vezes sem grau nenhum de escolarização. Os mesmos se encontram nadando em contas bancárias infinitas, enquanto agora, o profissional dedicado, que se formou, não vai ter direito nem ao próprio reconhecimento. Não é a toa que vivemos em um retrocesso.
MAS QUER SABER? EUROPA HERE I GO e tchau pra vocês, ronaldinhos.
Agradecimento especial à Débora, que abriu meus olhos nessa situação, beijão pra ti Déb.

e eu concordo com tudo o que tu disse. os jornalistas são formadores de opniões, quando uma pessoa lê uma coisa no jornal, ela tem aquilo como uma fonte confiavel, uma coisa séria, mas desse jeito, vai ir um ignorante escrever coisas que só vão deixar a população ainda mais ignorante, um verdadeiro retrocesso mesmo. affe, que ignorância.
apropósito, amei o “ronaldinhos”, define bem.
Mas tem que ver que não vai ser nepotismo puro. Tu acha que a Globo vai admitir direto a parentagem inexperiente para acabar com o nível deles? Claro que não. Também não é tão certo a parte sobre a queda da qualidade. Uma faculdade não muda uma personalidade. E aquela pessoa dedicada e com talento, mas que não fez a faculdade (porque trabalhava no único horário em que a faculdade pública dava aulas, por exemplo), como fica? Não pode trabalhar como repórter? Não me entenda mal, a faculdade realmente ajuda, ensina como organizar um texto ou uma reportagem, como fazer uma entrevista, enfim, como ser um profissional. Mas também veja o tipo de jornalistas que temos. Já reparou na tipo de fala que tem os jornalistas novos? Todos com a mesma entonação, com o mesmo timing. Aprenderam desse jeito na faculdade. A nova lei até pode ser favorável, se as empresas se aterem em ainda assim procurar quem tem diplomata. Tem que ver também que não significa que por não ter mais a obrigação de diploma, não diplomados serão contratados. Pô, quem tu preferiria contratar, um bom jornalista com diploma ou um sem? É, eu sou a favor.
Já quanto aos brasileiros… nós somos um povo perdido. Poderíamos transformar essa terra num lugar aproveitável, num lugar ótimo, temos quase tudo pra isso. Somente o que nos falta é um bom povo. Quando ao futebol, isso ocorre até na Inglaterra, então é um problema global. Carnaval serve pra trazer dinheiro (e uma reputação puramente sexual pra nossa gloriosa Terra Brasilis). A cerveja é cultura, indiscutivelmente. O discutível é se skol é cerveja.
Acho que é isso de comentário… desculpe todo o prolongamento. E oi, prazer, Carlo.
“Finalidade: os donos das grandes empresas darão os grandes cargos para os seus parentes, amigos, vizinhos, cachorros, hamsters, papagaios, chimbinhas, xuxas e assim dando espaço ao nepotismo geral.”
Isso já acontece, na real. O único porém é que eles não adotam a denominação de “jornalista” para esses “”"”"profissionais”"”".
Como tu disse, grandes empresas († RED GLOBO 666 †) realmente vão fazer isso, mas duvido que empresas hoje RESPEITADAS pela parcela pensante da sociedade declinem nos seus métodos de seleção profissional.
Fora que o diploma, mesmo que não necessário, vai pesar bagarai no vitae, dizaê.
Obs¹: Matá escrevendo beeeeem, hein!!1
Obs²: Não fica com esse sonho europeu na cachola que as coisas não são lá tão fairytales por lá, tá?
Agora é esperar pelo domínio dos filhos de donos de jornais. Não dá pra confiar nem no jornal hoje em dia.